Asa Branca

Bom, esta semana o tema do desafio é “música que você considera clássica” e como ainda estou na vibe de postar forró e ainda não postei sobre o mais importante nome deste gênero, também aproveitando que estamos em junho (festas juninas), resolvi postar sobre Luiz Gonzaga.

LUIZ GONZAGA

“Luiz Gonzaga do Nascimento, conhecido como o Rei do Baião, foi um importante compositor e cantor popular brasileiro. Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o Sertão Nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.”

Como dito acima, ele foi o maior percussor do forró no Brasil, sempre retratando a vida sofrida do sertão nordestino. É difícil escolher uma música clássica dele, pois até aquele forró que você sempre escutou por outros cantores, é dele a música. Ele gravou, em toda sua carreira, quase 50 discos, CINQUENTA!!!

Para quem não conhece muito da sua vida e da importância que ele teve no cenário da música brasileira, deixo o link para o site dele aqui. Também deixo o trailer do filme de 2012 “Gonzaga de Pai para Filho”, um filme que conta um pouco da sua vida, seus sucessos e a vida conturbada que teve com o seu filho, outro grande nome da MPB, Gonzaguinha.

O Clássico

De todos os clássicos de Luiz Gonzaga, escolho a mais clássica das clássicas do forró brasileiro. Ela é tão cantada e tão repetida que foi escolhida como o hino do nordeste, pois retrata de uma maneira simples, mas cheia de rimas e metáforas a seca e a dura vida dos retirantes nordestinos: ASA BRANCA

Quando oiei a terra ardendo
Gual a fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu preguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de prantação
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeu Rosinha
Guarda contigo meu coração
Entonce eu disse, adeu Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva caí de novo
Pra mim vortar pro meu sertão
Espero a chuva caí de novo
Pra mim vortar pro meu sertão

Quando o verde dos teus oio
Se espaiar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei, viu
Meu coração

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