6 pontos cruciais por tráz do sucesso de Daft Punk

O documentário Daft Punk Unchained , de Hervé Martin-Delpierre, estreou na BBC 4 na última sexta-feira 19 de fevereiro contando uma história fantástica da dupla formada por Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter.

Após o envio do documento, a BBC de Londres sintetizou uma lista dos maiores segredos do sucesso extraordinário de Daft Punk. Confira!

1-  FOCO TOTAL NUMA COISA

A primeira e uma das maiores lições que podem tirar a carreira de Daft Punk é focar numa única coisa. Isso envolve não tem que pressionar e trabalhar quanto tempo para precisar em uma obra para que ela fique o mais apurada possível, nem que isso leve anos.

Música GIF animado

Só para dar um exemplo, os caras levaram pelo menos cinco anos para finalizar o álbum Random Access Memories e uma entrevista com Pete Tong em 2013 , quando Thomas Bangalter foi perguntado sobre quando rolariam os shows do álbum ao vivo, Até o momento: “Sempre fazemos as coisas dando um passo de cada vez.”

2- ATENÇÃO MÁXIMA NOS DETALHES

Daft Punk é tão obcecado por detalhes que até o empresário musical Giorgio Moroder ficou impressionado.

Pioneiro da música eletrônica, Moroder conta sua própria história na música Giorgio by Moroder, do album Random Access Memories.

Giorgio contou que o Daft Punk gravou sua voz em três microfones de épocas diferentes. Quando Moroder perguntou “Quem conseguiria notar a diferença?”, responderam: “ninguem, só Daft Punk.

Esse nível de cuidado nos detalhes aplicado à música ou a qualquer outra carreira, certamente faz uma diferença gigantesca.

3- ESCOLHA PARCEIROS

O Daft Punk nunca escolheu seus parceiros porque eram badalados ou tinham grana, o critério sempre foi se eram ou não as pessoas certas.

Isso é evidente na estética retro-futurista resultante da combinação gerada ao envolverem nomes como Giorgio Moroder, Nile Rodgers e Pharrell Williams no album Random Access Memories.

Outro exemplo foi a escolha do diretor Spike Jonze para a produção do music video da música Da Funk. Spike, que já trabalhou com Beastie Boys, Fatboy Slim, Björk e hoje é creative director da Vice Media, acabou sendo crucial no estouro de Daft Punk junto a geração MTV nos anos 90.

No documentário, o ex-presidente da Virgin conta que Daft Punk já rejeitou colaborações na carreira com nomes que vão de Madonna a George Michael.

Resumindo: escolha os parceiros e colaboradores que mais combinam com o seu projeto e esqueça o resto. Foque no projeto.

4-INVISTA NA PRÓPRIA CARREIRA

No começo da carreira, Daft Punk conseguiu convencer a Virgin a fechar um acordo inédito no show business.

No negócio, eles licenciavam suas músicas para a Virgin através de uma empresa própria chamada Daft Trax. Com isso resguardaram para eles mesmos o controle criativo de seu produto e ao mesmo tempo ganharam muito mais dinheiro nesse tipo de acordo.

A dupla nunca teve a riqueza como foco e a estratégia de carreira dos caras sempre focou em reinvestir mais no projeto Daft Punk do que retirar grana para eles mesmos.

Esse é um bom exemplo de que investir sempre na própria carreira, seja em estudos, cursos, aprimoramento, marketing ou promoção gera os melhores dividendos.

5-CRIE O MOMENTO IDEAL

Durante anos o Coachella tentou convencer o Daft Punk a fazer um show no festival e nesse meio tempo o valor das propostas foi aumentando.

Em 2006, a dupla arquitetou um plano que acabou dando extremamente certo. Eles toparam o cachê oferecido na época, $300,000 e investiram tudo na construção da pirâmide que eles usariam no próprio show no Coachella e nos shows seguintes da turnê.

Reinvestiram 100% do cachê do show de forma bastante inteligente, focando primeiro na qualidade máxima do show apostando que lucros rolariam depois.

Mas a real é que os objetivos dos caras iam muito alem do show no Coachella.

Pelos padrões do próprio Daft Punk, o album Human After All lançado no ano anterior, passou longe do sucesso esperado. Eles precisavam levantar a moral e mostrar algo muito bacana para todo mundo.

Na época, a imagem da música eletrônica nos Estados Unidos estava passando por grandes mudanças e eles usaram o show no Coachella como ótima ferramenta.

O show do Daft Punk no Coachella em 2006 entrou para a história e acabou ajudando até na abertura do caminho para toda a geração da EDM.

6-SEMPRE SE RENOVAR

Daft Punk sugeriu na entrevista com Pete Tong citada acima, que Random Access Memories foi o primeiro album de verdade da banda feito em estúdio e não em casa. Esses caras nunca escolhem o caminho mais simples.

Em outra entrevista com Lauren Laverne da própria BBC, Thomas Bangalter disse: “A principal coisa nesse album nunca foi voltar ao passado; ao inves disso, a idéia foi trazer a qualidade atemporal do passado para o presente.

Sentimos que algumas coisas estavam prestes a desaparecer… [Albuns dessa proporção] não são mais feitos hoje em dia, e o fato deles não poderem ser repetidos o transforma em algo especial. E isso é a vida. A vida é uma coleção de momentos seguidos que jamais podem ser repetidos.” [sic]

Eles tinham inúmeras alternativas para lançar o novo trabalho mas preferiram um caminho estupidamente mais complexo.

Claro que cada pessoa tem um contexto diferente mas conceitos podem ser adaptados por qualquer que queira construir uma carreira para a qualidade, de forma sólida e consistente rumo ao sucesso.

H / t BBC

Fonte: MixMag

Imagens: Reprodução

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